FlashForward – Review – Scary Monsters and Super Creeps [AXN]

Um passo à frente e dois passos atrás. É assim que vejo a evolução de FlashForward. Gimme Some Truth restituiu a minha fé nesta disfuncional série apenas para a ver ainda mais destruída neste Scary Monsters and Super Creeps, o primeiro episódio da temporada com todo o elenco regular, incluindo Dominic Monaghan (Lost).

Episódio: Scary Monsters and Super Creeps (6/25)

Temporada: 1

Canal: ABC; AXN

Primeira transmissão nos EUA: 29 de Outubro de 2009

Primeira transmissão em Portugal: 11 de Novembro de 2009

Dominic Monaghan junta-se oficialmente ao sobre-lotado elenco de FlashForward como Simon, o Cigarette Smooking Man de serviço. A sua introdução em Black Swan confirmou que Simon e Lloyd Simcoe (Jack Davenport) eram dois dos responsáveis pelo blackout e consecutivamente pela morte de vinte milhões de pessoas. Neste episódio tivemos mais tempo para perceber o quão sádico Simon realmente é, papel que Monaghan desempenha na perfeição.

A falta de empatia que sinto por Mark Benford (Joseph Fiennes) começa a tornar-se num desmesurado ódio. O seu constante mal-estar, complementado pela péssima actuação de Joseph Fiennes, fazem de Mark Benford uma personagem extremamente irritante. Quem é que seria tão estúpido ao ponto de discutir e separar-se por razão nenhuma? Não só foram todas as cenas dos Benford redundantes e cómicas, efeito que presumo deveria ser o oposto, como vieram ainda mais assegurar-me de que se Demetri Noh (John Cho) fosse o protagonista e se os Benford nem sequer existissem teríamos em mãos uma série mais equilibrada.

Parte do flashforward de Charlie (participação de Lennon Wynn), filha do deprimente Mark Benford, foi revelado e até agora nada justifica o comportamento da rapariga, nem muito menos o seu conhecimento de D. Gibbons. A 29 de Abril de 2010, Charlie e Dillon (participação de Ryan Wynott) encontram-se na cozinha dos Benford, aparentemente a viver com a mãe dela (Sonya Walger) e o pai dele. Só vimos alguns segundos do flashforward de Charlie pelo que ainda poderemos vir a saber como é que D. Gibbons está presente no flashforward da rapariga. Nota breve para a situação médica de Dillon, cujo autismo foi um descarado artifício para levar os Benford e os Simcoes todos para um só espaço e despoletar aquela que virá a ser conhecida como a mais irracional discussão de sempre.

Demetri Noh dá continuidade à investigação do blackout, seguindo as “migalhas” que a organização responsável pelo blackout deixou pela cidade. Noh acaba por encontrar uma casa abandonada na qual ocorreu um violento homicídio em massa, cujas vítimas têm as mãos misteriosamente pintadas de azul (Saudades de Firefly). É interessante ver como é que David Goyer irá relacionar este homicídio à organização de Simon e Lloyd, assim como à investigação de Janis Hawk (Christine Woods) sobre o mini-blackout que ocorreu em África há alguns anos atrás.

Continuo interessado na série, devido à sua premissa e a duas ou três personagens cujos enredos até entretêm, mas a julgar pelos números que a série tem vindo a obter nas últimas semanas começo a ver que muitos já perderam a paciência para descobrir quem está por detrás do blackout. Veremos se a introdução de um novo showrunner fará de FlashForward a série de ficção científica que todos nós pensávamos que seria.

Notas Finais:

Quem é que foge do FBI, arriscando-se a levar um tiro na massa cinzenta, devido a partidas de Halloween?; Quem é que não se interessa pelo facto da filha conhecer o filho do futuro amante da mulher?; Quem é que é tão ignorante ao ponto de não perceber que está a discutir por nada em concreto?; Quem é que está a ficar bastante farto de todos os falsos dramas pessoais de FlashForward e que gostaria que metade do elenco fosse dispensado?

realizado por Bobby Roth

escrito por Seth Hoffman e Quinton Peeples

com Joseph Fiennes, John Cho, Sonya Walger, Courtney B. Vance, Brian F. O’Byrne, Zachary Knighton, Christine Woods, Peyton List, Lee Thompson Young Lennon Wynn, Ryan Wynott com Jack Davenport e Dominic Monaghan

participação de Ashley Jones (True Blood), Rodney Rowland, Amy Rosoff

Acerca do Autor

Carlos Couceiro

8 Respostas para “FlashForward – Review – Scary Monsters and Super Creeps [AXN]”

  1. Realmente essa discussão é uma autênctica imbecilidade narrativa. É tão pateta que nem se nota na actuação do casal alguma chama entre eles. Nem ela, a Sonya Walger (hot), parece sequer convencer, fará ele, o agente do FBI. Já ele, o futuro-amante, deixa um ar mais credível do clima de tensão entre os dois devido a saber da futura união. Ele que no final ficamos a saber ser um dos responsáveis pelo black-out. Uau!

    Mas para mim, o pior nem é os efeitos na relação do casal principal. O mais irritante da série é ela continuar a colocar em todos os episódios uma espécie de best-of do que está para trás.
    É enervante já, estar sempre a ver as mesma visões…
    Outra irritação é ver que os mistérios não são assim tão misteriosos já tão cedo. Parece tão previsível…

    Se querem tomar o lugar de Lost quando terminar, fica a questão:
    Alguma vez Lost foi assim tão irritante?

    A continuar esta espécie de best of, bastará deixar de ver a série e no final de temporada, ver um resumo com a união dos inicios e finais de cada episódio e depois de seguida ver o último. Afinal, este estilo de best of trará tudo o que está para trás…
    Esta série é quase como Heroes… mesmo sendo como são seguem-se com a fé de ver onde descambam os mistérios.

  2. Vi o primeiro episódio com algum entusiasmo, gostei. Vi o segundo, nada de especial. O terceiro a mesma coisa, e o quarto deixou-me convencido que não vale a pena. Só vejo séries muito boas, e está fica uns furos abaixo.

  3. se n fosse o demetri, a janis e o simon já tinha desistido disto há mt tempo…

  4. ArmPauloFerreira:

    É o cúmulo da imbecilidade. Mark Benford é tão deprimente que nem sei como é que ainda não se suicidou.

    Sombrero:

    Por norma sigo a mesma linha de raciocínio, mas continuo com esperança que as mudanças de showrunner tragam mudanças radicais.

    Mafz:

    São as únicas personagens minimamente interessantes para já.

  5. tambem comecei a ver a serie pelo 1 episodio que gostei bastante..
    desde ai cada vez vejo que falta ali algo..
    alem das personagens fracas, parece que nao sabem contar as coisas bem.
    ou revelam um misterio no proprio episodio em que o misterio apareceu, ou metem os pes pelas maos em algumas cenas estupidas (A do gajo dos ovos e a discussao sem razao…)
    a continuarem assim duvido que passem da 1a season.

  6. Concordo com tudo o que aqui foi dito… Desde a Review até ao comentários. Creio ser um pouco mais crente que o Sombrero – mas compreendo o porquê deste abandonar a série – e continuo fielmente a acompanhar a mesma…
    Joseph Fiennes e família, tudo para a rua… Seria uma maneira interessante de espicaçar a série.

  7. Tenho de concordar com o Sombrero, começou muito bem mas depois do piloto foi sempre a descer.

    É quase um insulto dizerem que isto é o “novo” lost.

  8. O que me fez mais confusão foi nenhum dos pais perguntar à Charlie de onde conhecia o Dillon! Para mim devia ter sido aí onde se deviam ter focado,a tentar perceber o que os miúdos teriam visto! Já paravam com o vais-me trair e tu vais voltar a beber…

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