Erva V – Review – A Distinctive Horn [RTP 2]

Os saudosistas que se animem, Weeds faz esta semana uma viagem à primeira temporada! Voltam personagens, ideias e religiões e de repente estamos como que em Agrestic de novo. Voltasse Little Boxes também…

Episódio: A Distinctive Horn (8/13)

Temporada: 5

Canal: Showtime; RTP 2

Primeira Exibição nos EUA: 27 de Julho de 2009

Primeira Exibição em Portugal: 9 de Novembro de 2009

É mais que vulgar o saudosismo latente nas discussões dos fãs das séries longas. Chegada a terceira temporada, por vezes ainda antes, clama-se por uma volta aos melhores tempos, sempre os iniciais, como se o passado fosse sempre obrigatoriamente melhor. O saudosismo, na sua forma salutar ou não tanto, está presente afinal em tudo o que fazemos, basta ouvirmos os nossos pais/avós a falarem dos seus tempos de juventude como um tempo melhor que o presente, mesmo que cinco minutos depois nos estejam a relatar histórias de miséria e medo e na tua idade já tinha filhos….
Mas o episódio desta semana vem colmatar todos os nossos receios de futuro como os detergentes com cheiro de sabonete tradicional.

Nancy (Mary-Louise Parker), que fugiu da casa de Esteban (participação especial de Demián Bichir, Che) para poder ter o parto num local onde houvessem papeis que o provassem, é visitada no hospital por Zuzao (participação de Kate del Castillo). Os seus planos são simples, o bebé não poderá nunca ter qualquer ligação a Esteban, or else. O pai, confrontado com esta ameaça, parece não muito inclinado a resolver a questão, pelo que coage Nancy (qualquer palavra proferida pelo homem é uma coação) a adiar a assinatura da licença de paternidade. Mas Nancy decide de outra maneira e Andy (Justin Kirk), à luz da Lei, é agora pai.

Andy recebe a noticia por telefone, offscreen. Nancy tenta convencê-lo a assinar mas o barbudo aproveita a oportunidade para, pela primeira vez, fincar-lhe o pé em algo realmente importante.

Silas (Hunter Parrish) e Doug (Kevin Nealon), apreendida a erva, têm agora que conseguir uma ordem do tribunal para a poderem reaver. Para isso precisam de um advogado, e parece que o único advogado em todo o Estado da Califórnia é Dean (participação de Andy Milder). Silas tenta convencê-lo a aceitar o caso mas Dean exige que, para isso, Doug teria de se sujeitar a uma tortura muito especial. Doug aceita e eu rio-me muito.

Celia (Elizabeth Perkins) quer devolver os produtos de cosmético mas, como se esperaria, sair daquele esquema não é assim tão fácil. Em visita a Dean, procurando conselho jurídico (o único advogado da Califórnia…), Celia desenvolve um esquema de vendas muito peculiar, que promete oferecer pequenos bónus com cada produto de beleza. O problema é que esses bónus são propriedade de Silas e Doug, pelo que se esperam resultados interessantes.

Nancy nunca foi mulher de grandes esforços. Habituada a uma vida folgada, a morte do marido Judah lançou-a para o mundo do narcotráfico de bairro, e fez nascer a série Weeds. Se bem se lembram, a razão para o rumo que Nancy decidiu tomar não era a sobrevivência da familia, mas sim a manutenção do status e esse dado é fulcral para entendermos a forma como aquela cabecinha funciona. E assim, 4 temporadas depois, volta Lupita, a empregada mexicana.
É bastante divertido ver Nancy entender que Lupita não vai cozinhar nem limpar, apenas tratar do bebé, e que não havia então razão nenhuma para a ter lá em casa. Afinal, o que é que Nancy faz mais para que necessite de ajuda?

Claro que os objectivos destas escolhas são de outro nível. Andy volta a conviver com a familia, Nancy volta a casa; Shane voltou ao seu estado de menino prodígio, Silas a fazer da vida; Lupita é a empregada que faz o que quer, Celia e Dean voltam a “trabalhar” juntos; Esteban foi corrido do núcleo familiar e agora é um agente de ameaça exterior. O que se passou nos últimos episódios? As primeiras temporadas, foi o que se passou.

Uma nota final para Alanis Morissette, que se portou bem neste episódio. Usá-la como desculpa para fazer Andy aceitar a paternidade foi um pouco apressado – seja como for, se há coisa que o saudoso em mim anseia é por uma volta à lentidão de outros tempos, mas isso seria o fim da série portanto estou satisfeito e não me queixo. A personagem de Alanis era incrivelmente pobre para os padrões da série, no entanto: a cena com o jogo Mr.Pacman foi ridícula e era obvio que a própria não estava muito confortável com essa cena. Disso, confesso, esperava mais.

Proximo episódio: Suck ‘N’ Spit

Acerca do Autor

Miguel Simões

3 Respostas para “Erva V – Review – A Distinctive Horn [RTP 2]”

  1. Gostei do episódio, teve os seus momentos engraçados. Estou a gostar da participação da Alanis, mas tal como disse a escrita da personagem podia ser melhor. Nancy a mostrar quanto manipuladora pode ser em relação ao Andy. Gostei também da Celia neste episódio, ao contrario do Doug. Acho que a personagem do Kevin Nealon a muito que está a mais na série, se as melhores cenas que conseguem arranjar são aquele humor barato está na altura de Doug sair

  2. Quando estava a ver as cenas com Silas e Doug lembro-me de ter pensado naquilo que penso sempre, que Doug é irritante e pq é que não morre e deixa Silas viver em paz. Depois lembrei-me, eu adoro ver Silas a desesperar com Doug! Lauren and Hardy gone wrong….

  3. Deixem la o doug em paz que ja propocionou dos melhores momentos a esta serie!

    ja agora, qual é a razao para terem acabado com o generico?
    adorava a musica :(

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