Harry Potter e o Príncipe Misterioso, por Gonçalo Trindade

Mais um capítulo na saga do jovem feiticeiro que acaba, pois, por ser apenas mais um capítulo na saga do jovem feiticeiro.
E aqui está, o sexto capítulo da saga de Harry Potter. Obviamente que quem nunca gostou antes não é agora que vai começar a gostar, e que quem sempre gosta irá o mais rapidamente à sala de cinema para ver este novo filme. Mas a verdade é que, ao sexto filme, nada mudou verdadeiramente. Mudou o tom (ainda assim, o quinto filme era talvez um pouco mais negro que este), mudaram fisicamente os actores e o seu talento cresceu (mas não assim tanto…), e tecnicamente os filmes vão obviamente evoluindo… mas, de facto, nada mudou mesmo assim tanto… pelo menos em termos de qualidade cinematográfica.

Dos deis filmes vistos até agora, aquele que mais respeito (e não o que deve ser considerado o melhor, atenção) é o terceiro: Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban. É o melhor filme? Pessoalmente, não creio. Mas é aquele no qual o realizador (o talentoso Alfonso Cuáron) se atreveu a tentar algo diferente, aquele que tem de facto um forte cunho pessoal na obra em si. De resto, o estilo dos filmes é bastante académico, vivendo à base de boas bases técnicas e de uma fórmula que aqui se torna óbvia. E neste filme temos o mesmo. Tecnicamente espectacular (atenção para a belíssima fotografia… e sim, os efeitos visuais continuam óptimos), mas com um estilo de narrativa e com um tipo de realização que simplesmente em nada evolui em comparação com os outros.
É sempre interessante analisar os filmes tanto do ponto de vista de fã da saga (ou seja, li os livros todos e estive à meia-noite na Bertrand do Colombo para comprar o último) como do ponto de vista de cinéfilo. Ou seja, é interessante analisar os filmes como filmes tal como é interessante também analisar os filmes como adaptações. Pessoalmente, vejo estes filmes como aquilo que são: filmes. Se os analisasse apenas como adaptações, teria deixado de seguir a saga logo no primeiro filme…

Neste sexto capítulo, Harry Potter (Daniel Radcliffe) e Dumbledore (Michael Gambon) desvendam o passado de Voldemort (Frank Dillane/ Hero Fiennes-Tiffin), tentando descobrir uma eventual forma de o derrotar, enquanto que Malfoy (Tom Felton) tenta cumprir uma misteriosa missão que lhe foi incumbida pelo Senhor das Trevas. Ao mesmo tempo, Harry descobre um livro de poções que pertencia a um misterioso Príncipe Meio-Sangue que tem notas e fórmulas que lhe permitem tirar óptimas notas a poções, e paira no ar o mistério que leva a perguntar… quem é este Príncipe Meio-Sangue? Pelo meio, há romance qb e cenas de acção que estão lá apenas para satisfazer os fãs que querem ver mais explosões e feiticeiros e tentarem matar-se uns aos outros (e atenção: gostamos todos de ver explosões e feiticeiros que se tentam matar uns aos outros… mas convém que haja uma motivação para essas explosões e para esses duelos).
De facto, neste filme vê-se mais que nunca que o trio de jovens personagens cresceu, atravessou a puberdade, e se assumiram agora como verdadeiros e típicos adolescentes. As paixões (quer sejam inesperadas, secretas ou superficiais) são comuns, típicas da vida de um normal adolescente, e este filme trata de facto as suas personagens como jovens normais e assumidos, mostrando bem que agora, perto do final da história, as personagens estão já construídas e prontas para aquele que será o derradeiro capítulo da saga. De facto, a química existente entre Harry, Hermione (Emma Watson) e Ron (Rupert Grint) e os actores que os interpretam é notável, e esse é sem dúvida um dos grandes trunfos de toda a saga: este trio de jovens artistas que, quer sejam bons ou maus actores, parecem ser tanto na vida real como na ficção um bom grupo de amigos.

Emma Watson, Rupert Grint e Daniel Radcliffe (ou seja, Hermione, Ron e Harry), estão iguais a si mesmos. Não há grande evolução no seu talento como actores, e as personagens não arrancam grande emoção do espectador. De facto, há alturas até em que parecem estar apenas em modo mecânico, vivendo à base de personagens algo superficiais que foram sendo criadas ao longo destes seis filmes. Apenas Tom Felton parece ter evoluído, tendo aqui mais oportunidades para brilhar interpretando um atormentado e dividido Draco Malfoy. Ainda assim, o jovem actor oscila entre o simples melodramatismo e o bom dramatismo, conseguindo ainda assim um saldo positivo. Temos, felizmente, um elenco secundário de veteranos. Alan Rickman está (como sempre) espectacular como Snape, Jim Broadbent é uma óptima adição ao elenco e encarna na perfeição o Professor Slughorn (um novo professor contratado por Dumbledore, com segundas intenções…), e Michael Gambon é um Dumbledore forte e determinado, algo longe do sábio e caloroso feiticeiro dos livros (e que tão bem foi interpretado pelo falecido Richard Harris…), mas ainda assim a sua interpretação da personagem é sem dúvida interessante e bem criada, e aqui mais que nunca vê-se bem a importância deste velho (e poderoso, imponente e por vezes excêntrico…) feiticeiro. Uma nota ainda para Helena Bonham Carter, absolutamente perfeita como Bellatrix Lestrange, que aqui tem mais tempo de antena… mas, ainda assim, o espectador acaba por querer mais.

Como já foi dito, o filme está tecnicamente impecável. A banda-sonora está bastante boa, a fotografia está magnífica (o tom está perfeito), e os efeitos visuais também óptimos. Ainda assim, as cenas de acção neste filme são menos frequentes que nos anteriores, sendo este um filme que depende acima de tudo da história para avançar. Já assim o era no livro, mas ainda assim encontram-se aqui no filme cenas de acção absolutamente redundantes e sem qualquer propósito, que servem apenas para satisfazer os amantes de grandes explosões e duelos entre feiticeiros. O espectador não se pode queixar propriamente, já que de facto são boas cenas de acção, mas no final fica o pensamento… para que serviu isto exactamente? Tal felizmente não acontece já no clímax do filme, uma magnífica cena dentro de uma caverna, que impressiona o espectador com o seu sentido de espectáculo e, acima de tudo, por mostrar efectivamente o quão poderoso é aquele velho feiticeiro que chamam de Dumbledore. Esse belíssimo clímax peca, no entanto, por ser simplesmente demasiado rápido, nem dando tempo ao espectador de verdadeiramente apreciar o que se passa no ecrã. Ainda assim, é um pequeno rasgo de genialidade num filme onde tais rasgos são muito raros.

Harry Potter e o Príncipe Misterioso não irá decepcionar os amantes da saga. É um bom filme do jovem feiticeiro, que mantém o nível de qualidade de toda a saga até agora (ainda que aqueles dois primeiros filmes…). O grande problema é que, ao sexto filme, não houve assim tanta evolução. E até mesmo um amante desta história sente o interesse a desaparecer numa saga que, ao longo de seis filmes, poucos rasgos de genialidade teve. É mais um filme da saga do jovem Harry Potter. Nada mais que isso. Daqui a dois anos haverá mais um.
E este sexto filme consegue de facto manter o nível de qualidade de uma saga que é sem dúvida recomendável a amantes do género, sendo no geral um bom filme que satisfaz e não desilude nem defrauda o espectador, cativando do início ao fim. Mas é exactamente esse o seu problema: mantém o nível de qualidade, não o eleva. A repetição começa a instalar-se e, como bem se costuma dizer… tudo o que é demais enjoa.

Ficha Técnica
Título original: Harry Potter and the Half-Blood Prince
Realizado por: David Yates
Escrito por: Steve Gloves e J.K. Rowling (romance)
Elenco: Daniel Radcliffe, Emma Watson, Rupert Grint, Michael Gambon e Tom Felton.

Sendo uma fã devordora dos livros, nunca gostei dos filmes, mas sempre que estreia um novo tenho uma imensa expectativa de que “desta é que é” e corro para o cinema.
Os filmes valem a pena basicamente pelos actores veteranos, como o Alan Rickman. Mas detesto este Dumbledore, que acho inexplicavelmente bruto e no qual me irrita aquele elástico a prender a barba. Saudades do Richard Harris…
Espero não ficar tão desiludida com este como fiquei com o 5º.
Mas pronto, acredito que no 7º é que é, porque são 2 e não vão ter desculpas para cortarem partes fundamentais como têm feito em todos até agora.
Adoro os livros, mas os filmes deixam-me sempre um gosto amargo na boca. Excepto o 4º. Goblet of Fire de Mike Newell foi muito bom. Era assim que todos deviam ser.
Parabéns pela excelente review. Concordo em absoluto com a apreciação feita ao filme, que apresenta elevada qualidade técnica – especialmente visual – mas que acaba por falhar, em parte, na adaptação narrativa de um dos livros essenciais da saga.
Com efeito, do ponto de vista do argumento sentimos que este não faz completamente jus à acção complexa do livro original, arrastando-se e falhando em momentos chave como, entre outros, o da revelação da identidade do Principe Misterioso.
Nessa medida, este filme não eleva o resultado, ficando aquém de Harry Potter e a Ordem de Fénix, de Mike Newell, que adoptou uma narrativa mais encadeada e célere, num tom mais negro e apelativo.
Importa aqui destacar, como na review, a inteligencia da manutenção do trio de protagonistas do filme que construiu uma quimica que perpassa facilmente para o espectador.
O elenco secundário, se é que a estes actores podemos chamar assim, é brilhante e apresenta-se em excelente forma.
Jim Broadbent e Michael Gambon destacam-se pelo número de cenas em que surgem, sendo que Maggie Smith, Alan Rickman e a excentrica Helena Bonham Carter nunca são nomes a desprezar.
Tom Felton e o jovem Hero Fiennes-Tiffin, sobrinho de Ralph Fiennes – o Voldemort ausente no filme – são a surpresa positiva neste elenco de talento, cabendo ao jovem Draco Malfoy demonstrar que não sabe apenas interpretar um miudo brutamontes.
Sem dúvida é um filme que não desiludirá os fãs de Harry Potter, mas que poderia ter sido mais optimizado e dado um passo em frente em termos argumentativos e não meramente técnicos. As três estrelas é a medida correcta.
Spinnelli: Creio que se não achaste que foi das outras vezes que acertaram, também não há-de ser desta. Achei este apenas mais um filme da saga, sem grande diferença de qualidade em relação ao quinto filme… apenas mais um filme de sete. Mas sim, os actores veteranos estão realmente óptimos. O Dumbledore dos filmes não se compara ao dos livros, e o criado por Rowling tem infinitamente mais interesse e gera muito mais empatia (pelo menos no meu caso), mas o Dumbledore de Gambon tem ainda assim o seu mérito, e creio que é necessário nesse aspecto separar até certo ponto o universo dos filmes do dos livros. Em relação ao próximo filme… veremos. A esperança é sempre a última a morrer.
Ricardo: Concordo, o quarto filme foi pessoalmente o que apreciei mais (mas, como disse, o terceiro foi o que mais respeito me inspirou), e o quarto livro é também possivelmente o meu favorito. Ainda assim, a qualidade não vai variando muito, e o estilo vai-se mantendo bastante académico. Não há grande evolução.
ftainhas: Muito obrigado, fico contente por estarmos de acordo. Creio que o argumento poderia ter sido infinitamente mais trabalhado, e pessoalmente teria facilmente cortado com algum daquele romance para me concentrar mais na criação do mistério de quem é efectivamente o Príncipe e, acima de tudo, nas memórias de Dumbledore, que aqui não são nada aproveitadas (porque não mostrar aquele encontro entre Dumbledore e Voldemort, quando o segundo tanta obter o cargo de professor na escola…? Seria fascinante ver no ecrã a interacção entre as duas personagens, os dois mais poderosos feiticeiros da saga).
O elenco veterano está óptimo de facto, e pessoalmente creio que o Alan Rickman está rigorosamente fenomenal. Espero que a história da sua personagem seja bem tratada no próximo filme, e gostaria imenso de o ver bem mais no ecrã. Tom Felton foi de facto uma pequena revelação, e apesar de ter realmente momentos em que falha, é no geral dos jovens actores o que aqui mais desenvolve e melhor interpreta a sua personagem, sendo o único jovem actor que parece ter realmente evoluído. Impressionou-me, pessoalmente.
É realmente um filme que não irá desiludir os fãs, mas concordo plenamente, é mais uma oportunidade desperdiçada em evoluir com a saga, e mais uma vez o filme fica aquém do que poderia ter sido. É apenas mais um filme da saga… e é triste verificar que, ao sexto filme, pouca evolução houve.
Eu fui ver o filme ontem a noite, e tenho que admitir que fiquei bastante decepcionada. Claro que sabia que aquilo é uma adaptação e não ia seguir fielmente o livro mas não estava a espera disto!
O filme em si estava fantástico cómico e apelativo e havia cenas incríveis, mas para quem não leu os livros não vai perceber algumas coisas que serão fundamentais para o ultimo filme.
Foi mais um filme de comédia do que acção, deram mais valor ao excessivo romance, as piadas e a cenas desnecessárias do que as partes importantes e que dão vida ao livro como as memorias e as conversas acerca da vida de Voldmort e a “relação” que o Harry estabelece com o livro do Príncipe que até o compara a um amigo!!!
O que eu queria mesmo ver era a representação do Tom Felton como Draco Malfoy especialmente a cena na casa de banho e fiquei bastante impressionada. Todo o elenco foi fantástico mas a pobre história tirou-lhes o brilho ( na minha opinião ), estou desejosa de voltar a ver Ralph Fiennes como o Lord Voldmort acho incrivelmente assustador e fantástico.
Eu só não sei como vão por o Harry e companhia a adivinhar quais são os horocrux se nunca os viram!!
Eu acho que para os amantes dos livros do harry potter, é sempre dificil ir para o cinema, ver o filme e tentar ser imparcial, mas é necessário fazer isso, caso contrário saimos de lá desapontadíssimos.
A início eu ainda tentei comparar, ver o que estava bem, e o que estava mal, mas depois pensei que era melhor não.
Gostei bastante do filme, se não tiver em conta o livro.
Peca apenas por não ter muitas cenas de acção como é costume nos outros filmes, mas o próprio livro é assim mesmo.
Acho que este 6º filme serviu mais para desenvolver um pouco da história do Voldemort, e para servir de introdução ao 7º e ultimo livro.
Mesmo assim, os efeitos, e a fotografia, a banda sonora, isso tudo compensa o filme. E eu sou duvidosa, porque seja um filme bom ou mau, eu vou sempre gostar do harry potter ^^
O filme não é mau e nem é pior que os outros, mas também não é melhor. Vê-se. Depois esquece-se. E ficam as memórias do livro… que por sinal é MUITO MUITO MUITO superior ao filme.
Por mim estavam quietos e nunca tinham feito os filmes, mas está bem… quem sou eu para opinar sobre isso.
Tenho pena de quem vai ver os filmes sem nunca ter lido os livros… porque no grande final da saga Harry Potter não vão perceber nada de algumas coisas essenciais.
A não ser que os produtores percam tempo a explicar TUDO nos próximos 2 filmes… e já que o último livro foi mesmo dividido em dois filmes espero que não cortem nada de essencial ou pelo menos que não cortem tanto como têm feito até agora.
Sei que uma adaptação é uma adaptação mas dentro desse campo há coisas simplesmente vergonhosas nos filmes Harry Potter.
Conocrdo com a maioria daquilo que já se disse, de facto.
- Tom Felton, foi de facto uma revelação (tenho de admitir que a este ponto interesso.me mais pela personagem dele do que pelo próprio Harry Potter, já que o Draco Malfoy vai evoluíndo de uma maneira espectacular a partir daqui, ao contrario do Harry que é sempre a mesma coisa, já sabemos o que ele vai fazer antes de o pensar sequer…)
- Quanto ao Dumbledore, penso que, embora esta personagem dos filmes esteja muitíssimo diferente da dos livros (chega ao ponto de parecer mesmo interesseiro, ao contrário da personagem dos livros, que cria muito mais empatia), isso não é necessariamente mau. Por um lado, porque isto é de facto uma adaptação, logo não é possivel ser totalmente fiável; por outro lado, neste filme vê-se que este Dumbledore funciona bem na história, não fica demasiado “artificial” como ficava nos 3 filmes anteriores (continuo a preferir de loooonge a personagem quando era interpretada pelo Richar Harris… :’( ). Só é pena que nos próximos dois filmes a sua personagem se resuma mais a suposições, e que quando aparece mesmo não implica grandes interpretações…
- O Trio, é verdade, estão na mesma. Mas não se poderia esperar muito mais, porque nos livros acontece a mesma coisa. É uma das coisa que se pode apontar o dedo em HP, as personagems principais são completamente planas, não evoluem mais do que seria natural numa história destas, com uma pequena, e boa, excepção no 7º capítulo (não sei em que filme vai calhar, se no 7º ou no 8º…), uma surpresa que nos faz pensar “Até que enfim, se eu fosse ele/a [para não dizer spoilers
] já tinha feito isto há que séculos!”.
- As “Outras” personagens (para não lhes chamar secundárias, são mais do que isso), interpretádas por um fantástico leque de actores, desde Alan Rickman (que desde o primeiro filme é das personagans mais bem caracterizadas, é um Snape perfeito!!!) a Maggie Smith (uma McGonagall com uma ponta de humor, atrevo-me até a dizer que está melhor que nos livros), não esquecendo o “pequeno” Tom Riddle, que mesmo tendo cara de criança, mostra-se extremamente persuasivo, e facilmente se vê na sombra dos seus olhos aquilo em que se iria tornar. Helena Bonham Carter também está bem, mas demasiado surrealista para ser levada a sério, na minha opinião. Quanto a Jim Broadbent, também é um dos actores que faz valer o filme, no entanto nunca consegui gostar da personagem dele.
No geral concordo com a review, penso que foca os pontos essenciais. No entanto, tenho de discordar porque penso que este foi o 2º melhor filme da saga (sendo que o 1º foi o “Prisioneiro de Azaban” pela originalidade que lhe ficou muito bem, ao contrário dos outros filmes que tentam “imitar” o livro ao pormenor e falhar redondamente). Tendo lido todos os livros (mais do que uma vez…), penso que este filme é o mais fiel, dentro do possível (claro que há coisas deixadas de lado), e gostei especialmente da forma de “encurtar” cenas compridas, sem omitir coisas (nomeadamente na cena da caverna). Depois temos como sempre as cenas de acção desnecessárias (estavem melhor noutra parte do filme), o romance (que até nem foi despropositado, no livro também é assim), os efeitos especiais (imaginei-os mais ou menos assim quando li o livro xD) e algum daquele humor que não se sabe de onde veio, só para encher.
Mas no geral, acho que valia 4 estrelas
Concordo com esta review bem como estes comentários simplesmente explícitos e defendidos com bastantes argumentos. Mas vá a classificação deveria subir, 3 estrelas é muito pouco.
Ai ai, só faltam mais dois filmes para a nossa querida saga acabar :S
Concordo com a Review, até com a pontuação. Confesso desde já que não li o livro, aliás, não li nenhum dos livros desta saga, mas no entanto sempre que o filme sai sinto-me tentado a ir ver. Penso que neste filme a parte dedicada ao romance foi em demasia, por outro lado aquela cena fantástica na caverna deixou realmente alguma amargura pois foi realizada num ritmo muito elevado que não deu para o espectador assimilar toda a sua magnificiência. Foi uma pena de facto, mas a minha dúvida agora é a seguinte, nos livros, para esta adaptação ser credível, 80% das suas páginas serão dedicadas aos conflitos emocionais de Hermione, e até Harry?!
De resto gostaria de ressalvar Alan RicKman, um perfeito professor Snape desde sempre.
Concordo em geral com a review, com as opiniões. E só gostava de deixar a minha.
De todos os filmes, a personagem que sempre mais gostei foi a do Snape. Pelo cabelo lambido, pela voz cavernosa, pelos mantos pretos, pelos movimentos… Houve, até, de facto, uma altura (aqueles tempos idos de adolescente de quem cresce com a mesma idade do HP e da saída dos livros) em que pensava que estava apaixonada pelo Alan Rickman. (Eu sei…)
Isto para dizer que é óbvio que os livros são muito superiores aos filmes, já para não dizer que quando os lemos fazemos um desenho mental das imagens e cada um tem a sua interpretação, que é o caso dos realizadores.
Quanto ao Alan Rickman, gostei dele em todos os filmes, porque foi a sua caracterização e acção que não ia ao encontro daquilo que eu tinha imaginado, por isso, foi uma surpresa boa.
Os filmes funcionam, pra quem gosta de barulho e adrenalina. Mas não são a história de Harry Potter. Prefiro não ver mais nenhum.